‘Diplomacia sem armas é como música sem instrumentos’, diz Eduardo Bolsonaro na Câmara

‘Diplomacia sem armas é como música sem instrumentos’, diz Eduardo Bolsonaro na Câmara

agosto 14, 2019 0 Por Julia Cabernet

Deputado e filho do presidente Jair Bolsonaro deve ser indicado para o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Ele participou de um evento na Câmara nesta quarta-feira (14).

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse nesta quarta-feira (14), na abertura de um seminário na Câmara sobre o papel das Forças Armadas, que “a diplomacia sem armas é como música sem instrumentos”.

O evento foi promovido pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, presidida por Eduardo. Entre os temas debatidos no seminário estão o combate ao crime organizado transnacional, medidas de segurança nacional e organização das Forças Armadas.

A expectativa em Brasília é que, nos próximos dias, o presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, oficialize a indicação do parlamentar para o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) discursou durante seminário na Câmara sobre Forças Armadas — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) discursou durante seminário na Câmara sobre Forças Armadas — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O nome de Eduardo já recebeu o aval do governo norte-americano, e o presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a escolha. No entanto, aqui no Brasil, Eduardo precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado no plenário da Casa. De acordo com o blog do Valdo Cruz, hoje o governo não teria os votos suficientes pela aprovação, mas trabalha intensamente para conseguir o apoio necessário.

No seminário na Câmara, Eduardo Bolsonaro defendeu que a diplomacia e as Forças Armadas caminhem juntas “num projeto de um Brasil acima de tudo e de uma pátria soberana e forte”.

“Diplomacia e defesa são faces da mesma moeda. Instrumentos de exercício da soberania nacional e da garantia da autonomia em nosso relacionamento externo. Não por acaso essa Casa resolveu unir os temas afetos à diplomacia e à defesa em uma única comissão a qual tenho orgulho de presidir. O próprio Frederico II [antigo rei da Prússia] conhecido como o Grande, disse, certa vez: ‘Diplomacia sem armas é como música sem instrumentos’ ” , afirmou o deputado.

Ele ponderou que, diante de “um sentimento generalizado de insegurança”, “é importante a sinergia entre a diplomacia e defesa”, mas “esperando sempre que o diálogo prevaleça”.

Ao comentar o papel das Forças Armadas, o deputado afirmou que a defesa nacional também é de responsabilidade dos cidadãos. Ele defendeu o armamento da população.

“O senso comum aponta quase sempre para as Forças Armadas como sendo as únicas instituições com encargo de prover a defesa nacional. Se essa é a missão precípua do braço armado da sociedade, não é menor a responsabilidade de todos os cidadãos pela defesa nacional, uma vez que a sobrevivência do Estado e da própria sociedade exigem o empenho de todos”, discursou o deputado.

Eduardo Bolsonaro citou o exemplo da Suíça, país, que, segundo ele, é pacífico, mas não se desarmou.

“Um país pacífico não é um país desarmado. Cito como exemplo da Suíça, que tem uma grande concentração de armas nas mãos dos seus cidadãos e de nenhuma maneira é vista como um país não pacífico”.

Na avaliação dele, o “desarmamento de alguns só atende aos interesses mais sombrios daqueles que não têm projeto de nação, mas projeto de si mesmo”.

Entre os presentes no evento estavam o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e os comandantes da Marinha, Ilques Barbosa Júnior, e da Aeronáutica, Antônio Carlos Moretti Bermudez.