Bolsonaro confirma plano para tirar estabilidade de novo servidor – Metrópoles

Enviado especial a Abu Dhabi O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou, ao chegar a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que a reforma administrativa é a atual prioridade do governo depois da aprovação da nova Previdência. Ele afirmou também que o governo pretende tirar a estabilidade dos novos servidores a partir da aprovação da proposta.

?Não vamos buscar quebrar estabilidade de servidor [que já entrou]. A ideia é, depois da promulgação dessa PEC, caso ela venha a ser promulgada um dia, mudar essa forma de relacionamento?, afirmou durante a visita ao Monumento aos Mártires. Foi o primeiro compromisso oficial do presidente brasileiro no país árabe.

?A gente vê prefeituras, estados a União nem tanto ultimamente que exageram nas contratações. Não pode um prefeito ou um governador pegar um estado que foi inchado pela administração anterior?, justificou o presidente. E reafirmou: ?Para os novos apenas. Não queremos causar um trauma junto aos servidores que, em grande parte, exercem um trabalho muito bom?.

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?Quimioterapia?

Bolsonaro disse também que vem oferecer um país em transformação liberal a investidores. ?Reformas que se tentava há 15, 20 anos estão acontecendo. Sabemos que a reforma da Previdência, por vezes, parece uma quimioterapia. Mas se faz necessária essa quimioterapia, e não podemos sucumbir?, afirmou.

Entre os compromissos do presidente de domingo (27/10/2019) em Abu Dhabi, está um seminário econômico no qual Bolsonaro deverá chamar investidores árabes para aplicar em obras de infraestrutura e no megaleilão do pré-sal.

?Pretendemos, com essas medidas, como venho dizendo ao Paulo Guedes [ministro da Economia], baratear o preço desse produto [petróleo] no Brasil, que está muito caro?, concluiu o presidente.

Proposta avançada

Ainda na China, Jair Bolsonaro falou sobre o assunto. A reforma administrativa está bastante avançada. Não haverá quebra de estabilidade para os atuais servidores. Quem entrar a partir da promulgação da PEC [proposta de emenda à Constituição], aí pode não haver estabilidade, afirmou o presidente na sexta-feira (25/10/2019).

O chefe do Executivo brasileiro disse também que a equipe econômica busca acabar com a indexação dos salários, ao ser questionado se poderá haver mudanças nos valores dos salários e reajustes de servidores públicos para evitar possíveis disparidades.

As pessoas falam tanto dos militares. Um aspirante começa ganhando em torno de R$ 6,5 mil bruto e, ao longo da carreira, vai havendo progressão. O que a equipe está estudando é acabar com indexações nessa área, declarou.

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