Justiça determina soltura de suspeita de injúria racial em BH após pagamento de fiança de R$ 10 mil – G1

dezembro 7, 2019 0 Por jonatas

A Justiça determinou, neste sábado (7), a liberdade provisória mediante pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil de Natália Burza Gomes Dupin, de 36 anos, suspeita de injúria racial a um taxista na Avenida Álvares Cabral, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte. Natália foi ouvida pela juíza Roberta Chaves Soares em uma audiência de custódia, no Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul. A defesa dela vai fazer o pagamento do valor para que a mulher seja solta. Caso ela descumpra as determinações judiciais, poderá ser presa novamente. Ela foi detida na tarde desta quinta-feira (5).

De acordo com a Polícia Militar (PM), Luiz Carlos Alves Fernandes, de 51 anos, perguntou se a mulher, que estava com o pai idoso, precisava de um táxi; ela disse que precisava sim, mas não andava com “preto”.

Justiça determina soltura de suspeita de injúria racial em BH após pagamento de fiança

Ainda conforme a ocorrência, o motorista alegou que a mulher não poderia dizer aquilo, porque era crime; ela respondeu: “eu não gosto de negro, sou racista, sou racista mesmo”. E na sequência cuspiu no pé dele.

O taxista chamou a PM. A mulher de 36 anos foi detida e levada para uma companhia da polícia. No local, ela ainda desacatou os militares, chegou a chamar uma sargento de sapata, conforme a ocorrência, e foi algemada.

Mulher suspeita de injúria racial é levada para a delegacia em BH

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Natália foi presa e autuada por injúria racial após ofender um taxista em Belo Horizonte. Aos gritos de “racista”, ela é conduzida por policiais para uma delegacia.

No início da tarde desta sexta-feira (6), a Polícia Civil informou que a mulher foi encaminhada para uma unidade prisional do estado, mas o local não foi divulgado.

Segundo a corporação, Natália também foi autuada por desacato, desobediência e resistência contra os policiais militares. O delegado não pode arbitrar fiança pois o somatório das penas é maior que o permitido. (veja no vídeo acima).

A defesa dela disse que só vai comentar o caso no curso do processo que, a partir de agora, corre em segredo de Justiça.

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