Governo tem que estar preparado se crédito para microempresas não funcionar, diz secretário

Governo tem que estar preparado se crédito para microempresas não funcionar, diz secretário

Mansueto Almeida manifestou preocupação com empresas que faturam até R$ 30 mil mensais. Programa específico para firmas menores foi lançado nesta semana. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta sexta-feira (22) que o governo precisa “estar preparado” caso o novo programa de crédito para micro e pequenas empresas, lançado nesta semana, não funcione.
A lei foi sancionada na terça (19), com veto de trechos aprovados pelo Congresso, mas o dinheiro para financiar o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) ainda depende de uma medida provisória que deve ser editada na próxima semana.
“O que me preocupa são aquelas empresas com faturamento mensal de até R$ 30 mil. Essas empresas agora têm o Pronampe, temos que ver se de fato o Pronampe vai funcionar. Mas, temos que estar preparados para, se não funcionar, colocar algo no lugar ou melhorar o Pronampe”, afirmou.
Segundo Mansueto, essas empresas com faturamento de até R$ 30 mil mensais, muitas vezes, não têm conta em banco. Além disso, o risco do empréstimo é alto e, na maior parte dos casos, o empresário não tem patrimônio – o que aumenta os riscos de falência.
Donos de pequenos negócios vivem momentos de desespero e não conseguem linhas de crédito
O Pronampe é uma das várias linhas de crédito criadas pelo governo para ajudar empreendedores a lidar com impactos da crise causada pela pandemia do coronavírus. Apesar da ampliação do crédito desde o início da crise, micro e pequenos empreendedores têm enfrentado dificuldades em acessar o crédito.
Com o Pronampe, cada empréstimo terá a garantia, pela União, de 85% dos recursos. Todas as instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central (BC) poderão operar a linha de crédito.
Mansueto Almeida disse, também, que o governo trabalha em uma solução para empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões. Segundo o secretário, elas já têm uma linha para financiar o pagamento da folha salarial, mas ainda precisam de crédito para pagar outras despesas.
Fundo Garantidor do BNDES
Mansueto afirmou que, na próxima semana, o governo deve publicar a medida provisória para ampliar o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O fundo é um complemento para as garantias exigidas pelos bancos.
A expectativa é minimizar os riscos das operações e, com isso, reduzir a resistência dos bancos em aderir a estes empréstimos.
Segundo o secretário, o foco do FGI serão empresas com faturamento anual de R$ 3 milhões a R$ 300 milhões.
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