A pedido do governo, Câmara deixa MP do saque do FGTS caducar

A pedido do governo federal, a Câmara dos Deputados decidiu nesta terça-feira (4) deixar que a medida provisória (MP) que autoriza o saque de R$ 1.045 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) durante a pandemia perca a validade.
Para garantir que todos os trabalhadores consigam fazer os saques das suas contas, ficou decidido que o Congresso irá votar um projeto de decreto legislativo assegurando isso.
O motivo alegado pelo governo para deixar a MP caducar foi o impacto econômico das mudanças aprovadas pelo Congresso em relação ao texto original, que poderia chegar a até R$ 120 bilhões.
Segundo o Executivo, a ampliação das possibilidades de saque iria desidratar o fundo, que financia programas de moradia popular no país.
O líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO), então, apresentou um requerimento de retirada de pauta da MP, que acabou aprovado por 294 votos a favor e 148 contrários. Houve uma abstenção.